Como Publicar Site do Gemini Canvas Grátis
2026-08-07 — Equipe Htmly
O Gemini Canvas virou um dos jeitos mais rápidos de criar um site: você descreve o que quer, a IA do Google monta a página na hora, com visual pronto e tudo funcionando na prévia. E aí vem a pergunta que o Canvas não responde: como colocar isso no ar de verdade?
A resposta curta: o Canvas gera o site, mas não publica. O botão de compartilhar entrega um link g.co/gemini/share, que abre o resultado dentro da interface do Gemini, e a saída real é exportar o código. A partir dele, você consegue hospedar HTML grátis e ter um endereço seu em menos de um minuto. Este guia mostra o caminho completo, passo a passo.
O que o link do Canvas é (e o que ele não é)
Quando você clica em "Compartilhar e exportar" no Canvas, o Gemini gera um link público no formato g.co/gemini/share. Qualquer pessoa consegue abrir, mesmo sem conta. Para mostrar um rascunho rápido para um colega, funciona bem.
Mas esse link não é um site publicado, e a diferença aparece rápido:
- O endereço não é seu. É um código aleatório do Google, impossível de falar em voz alta ou colocar num cartão.
- Abre dentro da interface do Gemini. Quem clica vê a moldura do Google em volta do seu conteúdo, não uma página limpa.
- Depende da conversa existir. Se você apagar o chat ou o compartilhamento, o link morre junto.
- Não aparece no Google. O conteúdo não é indexado como site, então ninguém encontra por busca.
O próprio Canvas aponta a saída: ele permite copiar todo o código gerado, em HTML, CSS e JavaScript. O que falta é o passo seguinte, e é ele que vem agora.
Link de compartilhamento vs site publicado
A tabela resume a diferença entre parar no g.co/gemini/share e publicar de verdade:
| Link do Canvas (g.co) | Site publicado | |
|---|---|---|
| Endereço | Código aleatório do Google | seunome.htmly.com.br ou domínio próprio |
| Marca | Interface do Gemini em volta | Página limpa, só o seu conteúdo |
| Permanência | Morre se a conversa sumir | Permanente com conta gratuita |
| Não indexa como site | Indexável, aparece na busca | |
| Edição | Só regenerando no chat | Editor visual, corrige na hora |
| Métricas | Nenhuma | Contador de visitas |
| Domínio próprio | Impossível | Disponível em plano pago |
| Custo | Grátis | Grátis no plano de entrada |
Para rascunho interno, o link do Canvas basta. Para qualquer coisa que vá circular com o seu nome, a coluna da direita é o que você quer.
Passo a passo: do Canvas para o ar
O fluxo inteiro é copiar e colar. Não precisa instalar nada nem saber programar.
1. Exporte o código do Canvas
Com o seu site aberto no Canvas, procure a opção de visualizar ou copiar o código (no topo do painel). O Gemini gera tudo em um único arquivo HTML, com o CSS e o JavaScript embutidos, o que simplifica muito: um arquivo só, nada de pastas e dependências.
Selecione tudo e copie. Se preferir, cole num arquivo de texto e salve como index.html, mas nem isso é obrigatório no caminho abaixo.
2. Confira o resultado fora do Gemini
Antes de publicar, vale ver o site fora da moldura do Canvas. Cole o código no testador de HTML online grátis e confira se tudo aparece como na prévia: fontes, cores, botões. É raro, mas se algo quebrar, você já sabe antes de divulgar o link.
3. Publique e pegue o link
Na página inicial do Htmly, cole o código (ou arraste o arquivo index.html), escolha um nome e pronto: o site responde em seunome.htmly.com.br, com SSL automático. Sem cadastro, o link é de teste e expira em 1 hora; com uma conta gratuita, fica permanente.
A partir daí o site é seu de verdade: endereço com a sua marca, página limpa sem interface de terceiros e link que você divulga onde quiser.
3 casos reais: o que muda quando o site sai do Canvas
O padrão fica mais claro em situações concretas. Três usos comuns do Canvas, e onde o link de compartilhamento deixa de servir em cada um.
O quiz do professor
Uma professora monta no Canvas um quiz de revisão para a turma. Pelo link g.co funciona: os alunos abrem e respondem. O problema aparece na segunda semana, quando ela limpa as conversas antigas do Gemini e o quiz some no meio do bimestre, com o link já espalhado no grupo da turma.
Publicado, o quiz vira revisao-historia.htmly.com.br: o endereço fica fixo o semestre inteiro, ela atualiza as perguntas colando o código novo no mesmo lugar, e o link do grupo nunca quebra.
A página do evento
Um organizador cria no Canvas a página de um workshop: programação, local, botão de inscrição. Divulgar g.co/gemini/share/abc123 num cartaz com QR code passa a impressão errada antes mesmo de a página abrir, e o endereço não diz nada sobre o evento.
Publicada, a página responde em workshop-vendas.htmly.com.br. O QR aponta para um endereço com nome, o contador de visitas mostra se o cartaz está trazendo gente, e na edição do ano seguinte a mesma URL recebe o conteúdo novo.
O portfólio que vai no currículo
Um designer gera no Canvas um portfólio de projetos e quer colocar o link no currículo e no LinkedIn. Um recrutador que clica num link do Gemini vê a ferramenta, não o profissional, e a permanência importa: currículo circula por meses, e o link precisa estar de pé quando alguém abrir.
Publicado, o portfólio tem endereço com o nome do designer, abre limpo em qualquer aparelho e pode crescer para domínio próprio quando a carreira pedir. O caminho completo desse caso está no guia de portfólio online grátis.
Solução de problemas na exportação
Três tropeços comuns ao tirar código do Canvas, e o conserto de cada um.
O código veio cortado. Em páginas longas, a seleção manual às vezes perde o começo ou o fim do arquivo. Confira se o código copiado começa com <!DOCTYPE html> (ou <html>) e termina com </html>. Se não, use a opção de copiar código do próprio Canvas em vez de selecionar com o mouse, que ela pega o arquivo inteiro.
Imagem não aparece depois de publicar. O Canvas às vezes monta o layout com imagens de exemplo que só existem dentro da prévia, ou referências a arquivos que não vieram junto. Duas saídas: pedir ao próprio Gemini para trocar por imagens externas (de um banco gratuito, com o endereço completo no código) ou subir as suas imagens junto com o HTML na hospedagem.
Acentos viraram símbolos estranhos. Se o site publicado mostra ç no lugar de ç, o arquivo foi salvo com codificação errada. Ao salvar o index.html no bloco de notas, escolha a codificação UTF-8. Colando o código direto na hospedagem, sem passar por arquivo, o problema nem existe.
Vale o hábito de conferir no testador de HTML antes de publicar: os três problemas acima aparecem na prévia, e você corrige antes de o link circular.
Depois de publicar: os passos que o Canvas não alcança
Publicar é o começo. Três coisas que só existem com o site hospedado de verdade:
Editar sem voltar ao chat. Errou um telefone, mudou um preço? No editor visual você clica no texto e corrige na hora, sem regenerar nada no Gemini e sem medo de a IA mudar o que já estava bom.
Medir visitas. O site hospedado conta acessos. Você descobre se a divulgação está funcionando, coisa que o link de compartilhamento do Gemini nunca vai te contar.
Crescer o endereço. Começou no subdomínio grátis e o projeto vingou? Dá para plugar um domínio próprio depois, sem refazer nada. O site que o Canvas gerou continua o mesmo, só muda o endereço na porta.
Como atualizar o site sem quebrar o link
O site publicado não é uma foto congelada. O fluxo de atualização tem dois caminhos, e escolher o certo para cada mudança economiza tempo.
Mudança pequena (texto, preço, telefone): edite direto na hospedagem. Não precisa voltar ao Gemini. No editor do Htmly, o modo visual deixa clicar no texto e corrigir na hora, como num documento. Isso evita o risco clássico de pedir um ajuste pontual à IA e receber a página inteira reescrita, com o layout que você gostava alterado junto.
Mudança grande (seção nova, redesign): regenere no Canvas e republique. Volte à conversa do Gemini, peça a alteração, copie o código novo e cole por cima na hospedagem. O endereço continua o mesmo, então todos os links que você já espalhou (bio, grupos, QR code impresso) passam a servir a versão nova sem que ninguém precise de link novo.
A regra prática: o link é o seu patrimônio, o código é descartável. Você pode jogar fora e regenerar o código quantas vezes quiser, desde que ele sempre entre pelo mesmo endereço. É o contrário do fluxo do g.co/gemini/share, em que cada compartilhamento novo gera um link novo e a divulgação anterior aponta para a versão velha.
Limites honestos do fluxo
Nem tudo que o Canvas gera é um site estático simples. Dois casos pedem atenção:
Apps que conversam com serviços do Google. Se o que você criou depende de recursos que só existem dentro do ambiente do Gemini, essa parte pode não funcionar fora dele. Sites, landing pages, portfólios, quizzes e animações em HTML puro, que são a maioria do que o Canvas produz, funcionam normalmente.
Conteúdo que você vai continuar gerando por lá. Se o seu fluxo é regenerar o site no Canvas toda semana, lembre que a publicação é um upload novo: cola o código atualizado e o mesmo endereço passa a servir a versão nova.
Se você ainda está na fase de criar, o guia de como criar site com o Gemini cobre a etapa anterior a esta: prompts, ajustes e o que pedir para a IA. E se quiser comparar caminhos, o hub de criação de site com IA mostra o panorama com todas as ferramentas.
O resumo do caminho
O Gemini Canvas resolve a parte difícil: transformar uma ideia em código funcionando. O que ele não faz é a última milha, e ela é a mais curta do trajeto. Copiar o código, colar na hospedagem, pegar o link: menos de um minuto separando o rascunho na interface do Google de um site com o seu nome no endereço.
Publique o site que o Canvas gerou agora e veja a diferença entre um link de compartilhamento e um site de verdade.